Mas nem só para a culinária serve a pimenta. Os povos que habitavam as Américas antes da chegada de Cristóvão Colombo utilizavam as pimentas não apenas para condimentar alimentos ou para fins medicinais, mas também para castigar crianças arteiras, que eram obrigadas a inalar a fumaça resultante da queima dos frutos picantes.
A mesma artimanha virava arma de guerra, naquela época, quando era aproveitada a direção dos ventos para que a fumaça gerada pela queima de grandes quantidades de pimenta atingisse a morada dos inimigos. Parece primitivo, mas ainda hoje a pimenta é usada como arma.
A capsaicina, substância responsável pela pungência (ardência) das pimentas, é o principal componente do spray de pimenta, que, ao ser acionado, libera um gás que causa irritação nas mucosas dos olhos e da boca e nas vias aéreas superiores. Esse spray é bastante utilizado para a defesa pessoal e por policiais e militares na contenção de tumultos e distúrbios civis.
Além destes usos, algumas espécies de pimentas também apresentam excelente potencial ornamental, podendo ser cultivadas em jardins ou
As pimentas são igualmente usadas na medicina natural, sendo que cremes analgésicos produzidos à base de capsaicina são receitados para aliviar dores musculares. O popular “Emplastro Poroso Sabiá” (curativo adesivo poroso, recomendado contra dores reumáticas, nevrálgicas e musculares), usado desde o tempo das nossas avós, tem, como ingrediente ativo, o pó de pimenta vermelha. Extratos retirados de pimentas podem ser também empregados na elaboração de produtos cosméticos e farmacêuticos.
Nas crenças populares, a pimenta também tem vez. É usada no chamado “coquetel sete ervas”, que nada mais é do que um vaso com sete diferentes plantas (pimenta, espada-de-são-jorge, arruda, guiné, comigo-ninguém-pode, alecrim e manjericão) utilizadas com a intenção de afastar mau-olhado e vibrações negativas.
Como vemos, as pimentas satisfazem as mais diversas necessidades do homem, desde os prazeres culinários até a proteção pessoal.
Fonte: http://www.embrapa.gov.br/embrapa/imprensa/artigos/2008/mais-do-que-um-simples-tempero-a-versatilidade-das-pimentas
Segundo o médico homeopata Marcio Bontempo, autor do livro Pimenta e seus Benefícios à Saúde, além dos princípios ativos capsaicina e piperina, o condimento é muito ricoem vitaminas A , E e C, ácido fólico, zinco e potássio. Tem, por isso, fortes propriedades antioxidantes e protetores do DNA celular. Também contém bioflavonóides, pigmentos vegetais que previnem o câncer.
Graças a essas vantagens, a planta já está classificada como alimento funcional, o que significa que, além de seus nutrientes, possui componentes que promovem e preservam a saúde. Hoje ela é usada como matéria-prima para vários remédios que aliviam dores musculares e reumatismo, desordens gastrintestinais e na prevenção de arteriosclerose.
Apesar disso, muitas pessoas ainda têm receio de consumi-la, pois acreditam que possa causar mais mal do que bem. Se você é uma delas, saiba que diversos estudos recentes têm revelado que apimenta não é um veneno nem mesmo para quem tem hemorróidas, gastrite ou hipertensão.
DOENÇAS QUE A PIMENTA CURA E PREVINE
Baixa imunidade - A pimenta tem sido aplicada em diversas partes do mundo no combate à aids com resultados promissores.
Câncer - Pesquisas nos Estados Unidos apontam a capacidade da capsaicina de inibir o crescimento de células de tumor maligno na próstata, sem causar toxicidade. Outro grupo de cientistas tratou seres humanos portadores de tumores pancreáticos malignos com doses desse mesmo princípio ativo. Depois de algum tempo constataram que houve redução de 50% dos tumores, sem afetação das células pancreáticas saudáveis ou efeitos colaterais. Já em Taiwan os médicos observaram a morte de células cancerosas do esôfago.
Depressão - A ingestão da iguaria aumenta a liberação de noradrenalina e adrenalina, responsáveis pelo nosso estado de alerta, que está associado também à melhora do ânimo em pessoas deprimidas.
Enxaqueca – Provoca a liberação de endorfinas, analgésicos naturais potentes, que atenuam a dor.
Esquistossomose – A cubebina, extraída de um tipo depimenta asiática, foi usada em uma substância semi-sintética por cientistas da Universidade de Franca e da Universidade de São Paulo. Depois do tratamento (que tem baixa toxicidade e, por isso, é mais seguro), a doença em cobaias foi eliminada.
Feridas abertas – É anti-séptica, analgésica, cicatrizante e anti-hemorrágica quando o seu pó é colocado diretamente sobre a pele machucada.
Gripes e resfriados - Tanto para o tratamento quanto para a prevenção dessas doenças, é comum recomendar a ingestão de uma pequena pimenta malagueta por dia, como se fosse uma pílula.
Hemorróidas – A capsaicina tem poder cicatrizante e já existem remédios com pimenta para uso tópico.
Infecções – O alimento combate as bactérias, já que tem poder bacteriostático e bactericida, e não prejudica o sistema de defesa. Pelo contrário, até estimula a recuperação imunológica.
Males do coração - A pimenta caiena tem sido apontada como capaz de interromper um ataque cardíaco em 30 segundos. Ela contém componentes anticoagulantes que ajudam na desobstrução dos vasos sanguíneos e ativam a circulação arterial.
Obesidade – Consumida nas refeições, ela estimula o organismo a diminuir o apetite nas seguintes. Um estudo revelou que a pimenta derrete os estoques de energia acumulados em forma de gordura corporal. Além disso, aumenta a temperatura (termogênese) e, para dissipá-la, o organismo gasta mais calorias. As pesquisas indicam que cada grama queima 45 calorias.
Pressão alta - Como tem propriedades vasodilatadoras, ajuda a regularizar a pressão arterial.
Reumatismo, artrite e artrose - Recomenda-se a aplicação de compressas quentes ou frias nas articulações, feitas com250 gramas de pimenta vermelha socada e misturada a uma pasta de purê de inhame. Use uma vez ao dia até a melhora.
RECEITAS COM PIMENTA
Pimenta no Azeite de Oliva
1 xícara (chá) de azeite de oliva extra virgem
2 dentes de alho picados
1 colher (chá) de suco de limão
pimentas selecionadas à sua escolha
Retire as sementes e os talos das pimentas. Frite o alho no azeite até ficar levemente dourado. Coloque as pimentas em um vidro de conserva, deixando um espaço livre de2 cm . Aqueça 1 xícara (chá) de azeite a 300o C. Enfie o cabo de uma colher no meio das pimentas e abra um buraco. Despeje o azeite quente lentamente, para que penetre. Complete o pote com azeite até atingir 0,5 cm da boca e tampe bem firme. Deixe esfriar naturalmente. Conserve na geladeira.
Conserva Básica de Pimenta
Pimentas selecionadas de sua escolha
2 copos de vinagre branco
1 colher (sopa) de açúcar
1 colher (chá) de sal
Faça uma calda com o vinagre, o sal e o açúcar, levando essa mistura para ferver por dois minutos. Faça o branqueamento das pimentas cozinhando-as no vapor, sem que fiquem muito moles. Coloque-as num vidro esterilizado e jogue a calda quente por cima. Deixe esfriar, tampe e conserve na geladeira.
O calor das pimentas
Todos já tiveram a sensação de comer aquela comida que "não está tão apimentada" e foi punido com uma sensação horrivelmente boa de ardência. Esta sensação é causada pela interação de uma molécula presente em volta das semnetes das pimentas, a capsaicina, com os nossos receptores sensoriais. Os sensores ativados pela capsaicina, no caso, são os responsáveis por codificar sensações de queimaduras e abrasão, explicando a nossa reação em resposta à ingestão de pimentas.
Além disso, uma pesquisa publicada recentemente no Journal of Biological Chemistry, sugere que, além do efeito sensorial, a capsaicina induz a geração de calor por músculos. Ela faz com que proteínas quebrem moléculas de energéticas, os ATPs, sem gerar trabalho, somente calor. Este efeito deve contribuir com as sensações causadas pela pimenta.
O engraçado é que as aves não são afetadas pela capsaicina, apenas mamíferos. Isso pode ser uma estratégia para evitar que as sementes das pimentas sejam ingeridas por mamíferos. Por que seria favorável às pimentas serem ingeridas apenas por aves? Simples: o sistema digestório dos mamíferos destrói as sementes das pimentas, enquanto o sistema digestório das aves as mantêm intactas!
Uma última curiosidade: a capsaicina não dilui bem na água, por isso tomar leite, que possui um teor mais alto de gorduras, deve ajudar a combater a ardência de certas comidas. Se você for vítima de spray de pimenta, que usa altas quantidades de capsaicina, tente remover a molécula com óleos ou sabões (mas cuidados com o que for botar nos olhos!).
Por fim, uma pergunta para discussão: por que pessoas que moram em regiões quentes (México, Índia, e baianos) gostam de comida apimentada? Será apenas coincidência?
Fontes: Science Daily, Wikipedia e Molecule of the Day.
Composto ardido abre caminho para que o anestésico acabe com a sensação de dor
A aplicação de um componente-chave da pimenta malagueta, ou chili, seguida por um anestésico local, pode representar o fim da dor na cadeira do dentista e na mesa de cirurgia, sem os efeitos colaterais potencialmente perigosos e o estado letárgico que vem depois de uma anestesia tradicional.
De acordo com um estudo da Harvard Medical School, publicado na revista "Nature" esta semana, uma combinação de capsaicina (o ingrediente responsável pelo ardor característico da pimenta) e QX-314, um derivado da lidocaína (anestésico local usado por dentistas e também para aliviar inflamações ou coceiras na pele) silencia com sucesso os neurônios sensíveis ao estímulo doloroso, sem perturbar outras células nervosas que controlam as funções motoras e outras sensações.
Sabe-se que o QX-14 reduz a atividade dos neurônios sensíveis ao estímulo doloroso no sistema nervoso e teoricamente aumenta a resistência à dor. Mas há um porém: os pesquisadores descobriram que "o QX-14 não funciona fora de um neurônio, apenas dentro dele", reconhece Bruce Bean, professor de neurobiologia na Harvard Medical School e co-autor do estudo.
David Julius, professor de psicologia da University of Californiaem San Francisco , descobriu recentemente que a capsaicina se liga seletivamente a uma proteína conhecida como TRPV1, localizada nas membranas dos neurônios sensíveis ao estímulo doloroso. Quando essa ligação acontece, a proteína abre um portão que leva a um pequeno canal na membrana do neurônio (as células nervosas que não contêm a TRPV1 não são afetadas). "O estudo inovou ao mostrar que a molécula de QX-314 talvez fosse pequena o bastante para entrar por esse canal", afirma Bean.
Se isso realmente pudesse acontecer, os cientistas concluíram que injetar a capsaicina, seguida pelo QX-314, permitiria ao composto da pimenta abrir as portas desses neurônios sensíveis ao estímulo doloroso, liberando o caminho para o anestésico entrar e "desligar" essas células. Inicialmente, a equipe testou a teoria usando culturas de neurônios da medula de ratos, e descobriu que a atividade elétrica nos neurônios sensíveis ao estímulo doloroso apresentou declínio após injeções de capsaicina seguidas por QX-314. Isso indica que as células estariam fracas demais para mandar a mensagem da dor para o cérebro.
Então, os pesquisadores conduziram dois experimentos com os ratos. No primeiro, injetaram a capsaicina e o QX-314 nas patas de alguns dos animais, e então os colocaram sobre superfícies aquecidas até que sentissem dor. Todos os ratos que receberam as injeções ficaram anestesiados mesmo quando a superfície foi aquecida ao máximo. No segundo experimento, o coquetel foi administrado nos nervos ciáticos de alguns ratos do grupo de teste (o ciático é o nervo mais longo do corpo, e é responsável pela sensação nas costas e nas extremidades inferiores). Então, os animais foram "cutucados" com intensidades diferentes; metade do grupo nem ficou irritado, mesmo com o golpe mais forte.
Nenhum dos ratos que havia recebido o coquetel de capsaicina e QX-314 sofreu paralisia temporária - um efeito colateral potencial da anestesia tradicional -, o que indica que a combinação foi direcionada com sucesso somente para os neurônios sensíveis ao estímulo doloroso. Essa maior resistência à dor durou até quatro horas, de acordo com Bean.
David Julius (que não fez parte do estudo) achou a nova abordagem simples e inteligente, mas ressalta que a metodologia precisa ser adaptada antes de o coquetel seja usadoem humanos. Um grande obstáculo a ser transposto, ele diz, é a natureza irritante da capsaicina, que causa ardor quando alguém a toca - e ainda mais quando a ingere. "Se o QX silenciar o nervo rápido o bastante depois que a capsaicina abrir o canal, então o coquetel poderia funcionar em alguns tipos de aplicações locais de anestésicos."
Bean conta que Alexander Binshtok, co-autor do estudo em Harvard e pós-doutorando em plasticidade neuronal, já está trabalhando para tentar eliminar os efeitos negativos da capsaicina revertendo a ordem das injeções: o QX-314 vai primeiro, seguido rapidamente pela capsaicina para levá-lo para dentro da célula.
O ideal, diz Bean, é que os pesquisadores encontrem uma maneira de acabar com qualquer dor inicial antes que o método apimentado substitua injeções de novocaína e epidurais. Sua equipe também está buscando uma molécula similar à capsaicina "que abra os canais de TRPV1, mas sem um efeito tão irritante".
A aplicação de um componente-chave da pimenta malagueta, ou chili, seguida por um anestésico local, pode representar o fim da dor na cadeira do dentista e na mesa de cirurgia, sem os efeitos colaterais potencialmente perigosos e o estado letárgico que vem depois de uma anestesia tradicional.
De acordo com um estudo da Harvard Medical School, publicado na revista "Nature" esta semana, uma combinação de capsaicina (o ingrediente responsável pelo ardor característico da pimenta) e QX-314, um derivado da lidocaína (anestésico local usado por dentistas e também para aliviar inflamações ou coceiras na pele) silencia com sucesso os neurônios sensíveis ao estímulo doloroso, sem perturbar outras células nervosas que controlam as funções motoras e outras sensações.
Sabe-se que o QX-14 reduz a atividade dos neurônios sensíveis ao estímulo doloroso no sistema nervoso e teoricamente aumenta a resistência à dor. Mas há um porém: os pesquisadores descobriram que "o QX-14 não funciona fora de um neurônio, apenas dentro dele", reconhece Bruce Bean, professor de neurobiologia na Harvard Medical School e co-autor do estudo.
David Julius, professor de psicologia da University of California
Se isso realmente pudesse acontecer, os cientistas concluíram que injetar a capsaicina, seguida pelo QX-314, permitiria ao composto da pimenta abrir as portas desses neurônios sensíveis ao estímulo doloroso, liberando o caminho para o anestésico entrar e "desligar" essas células. Inicialmente, a equipe testou a teoria usando culturas de neurônios da medula de ratos, e descobriu que a atividade elétrica nos neurônios sensíveis ao estímulo doloroso apresentou declínio após injeções de capsaicina seguidas por QX-314. Isso indica que as células estariam fracas demais para mandar a mensagem da dor para o cérebro.
Então, os pesquisadores conduziram dois experimentos com os ratos. No primeiro, injetaram a capsaicina e o QX-314 nas patas de alguns dos animais, e então os colocaram sobre superfícies aquecidas até que sentissem dor. Todos os ratos que receberam as injeções ficaram anestesiados mesmo quando a superfície foi aquecida ao máximo. No segundo experimento, o coquetel foi administrado nos nervos ciáticos de alguns ratos do grupo de teste (o ciático é o nervo mais longo do corpo, e é responsável pela sensação nas costas e nas extremidades inferiores). Então, os animais foram "cutucados" com intensidades diferentes; metade do grupo nem ficou irritado, mesmo com o golpe mais forte.
Nenhum dos ratos que havia recebido o coquetel de capsaicina e QX-314 sofreu paralisia temporária - um efeito colateral potencial da anestesia tradicional -, o que indica que a combinação foi direcionada com sucesso somente para os neurônios sensíveis ao estímulo doloroso. Essa maior resistência à dor durou até quatro horas, de acordo com Bean.
David Julius (que não fez parte do estudo) achou a nova abordagem simples e inteligente, mas ressalta que a metodologia precisa ser adaptada antes de o coquetel seja usado
Bean conta que Alexander Binshtok, co-autor do estudo em Harvard e pós-doutorando em plasticidade neuronal, já está trabalhando para tentar eliminar os efeitos negativos da capsaicina revertendo a ordem das injeções: o QX-314 vai primeiro, seguido rapidamente pela capsaicina para levá-lo para dentro da célula.
O ideal, diz Bean, é que os pesquisadores encontrem uma maneira de acabar com qualquer dor inicial antes que o método apimentado substitua injeções de novocaína e epidurais. Sua equipe também está buscando uma molécula similar à capsaicina "que abra os canais de TRPV1, mas sem um efeito tão irritante".
Comer pimenta faz bem a saúde
Doenças que a Pimenta previne e cura
Pesquisadores do mundo todo não param de descobrir que a pimenta, tanto do gênero piper (pimenta-do-reino) como do capsicum (pimenta vermelha), tem qualidades farmacológicas importantes.Segundo o médico homeopata Marcio Bontempo, autor do livro Pimenta e seus Benefícios à Saúde, além dos princípios ativos capsaicina e piperina, o condimento é muito rico
Graças a essas vantagens, a planta já está classificada como alimento funcional, o que significa que, além de seus nutrientes, possui componentes que promovem e preservam a saúde. Hoje ela é usada como matéria-prima para vários remédios que aliviam dores musculares e reumatismo, desordens gastrintestinais e na prevenção de arteriosclerose.
Apesar disso, muitas pessoas ainda têm receio de consumi-la, pois acreditam que possa causar mais mal do que bem. Se você é uma delas, saiba que diversos estudos recentes têm revelado que apimenta não é um veneno nem mesmo para quem tem hemorróidas, gastrite ou hipertensão.
DOENÇAS QUE A PIMENTA CURA E PREVINE
Baixa imunidade - A pimenta tem sido aplicada em diversas partes do mundo no combate à aids com resultados promissores.
Câncer - Pesquisas nos Estados Unidos apontam a capacidade da capsaicina de inibir o crescimento de células de tumor maligno na próstata, sem causar toxicidade. Outro grupo de cientistas tratou seres humanos portadores de tumores pancreáticos malignos com doses desse mesmo princípio ativo. Depois de algum tempo constataram que houve redução de 50% dos tumores, sem afetação das células pancreáticas saudáveis ou efeitos colaterais. Já em Taiwan os médicos observaram a morte de células cancerosas do esôfago.
Depressão - A ingestão da iguaria aumenta a liberação de noradrenalina e adrenalina, responsáveis pelo nosso estado de alerta, que está associado também à melhora do ânimo em pessoas deprimidas.
Enxaqueca – Provoca a liberação de endorfinas, analgésicos naturais potentes, que atenuam a dor.
Esquistossomose – A cubebina, extraída de um tipo depimenta asiática, foi usada em uma substância semi-sintética por cientistas da Universidade de Franca e da Universidade de São Paulo. Depois do tratamento (que tem baixa toxicidade e, por isso, é mais seguro), a doença em cobaias foi eliminada.
Feridas abertas – É anti-séptica, analgésica, cicatrizante e anti-hemorrágica quando o seu pó é colocado diretamente sobre a pele machucada.
Gripes e resfriados - Tanto para o tratamento quanto para a prevenção dessas doenças, é comum recomendar a ingestão de uma pequena pimenta malagueta por dia, como se fosse uma pílula.
Hemorróidas – A capsaicina tem poder cicatrizante e já existem remédios com pimenta para uso tópico.
Infecções – O alimento combate as bactérias, já que tem poder bacteriostático e bactericida, e não prejudica o sistema de defesa. Pelo contrário, até estimula a recuperação imunológica.
Males do coração - A pimenta caiena tem sido apontada como capaz de interromper um ataque cardíaco em 30 segundos. Ela contém componentes anticoagulantes que ajudam na desobstrução dos vasos sanguíneos e ativam a circulação arterial.
Obesidade – Consumida nas refeições, ela estimula o organismo a diminuir o apetite nas seguintes. Um estudo revelou que a pimenta derrete os estoques de energia acumulados em forma de gordura corporal. Além disso, aumenta a temperatura (termogênese) e, para dissipá-la, o organismo gasta mais calorias. As pesquisas indicam que cada grama queima 45 calorias.
Pressão alta - Como tem propriedades vasodilatadoras, ajuda a regularizar a pressão arterial.
Reumatismo, artrite e artrose - Recomenda-se a aplicação de compressas quentes ou frias nas articulações, feitas com
RECEITAS COM PIMENTA
Pimenta no Azeite de Oliva
1 xícara (chá) de azeite de oliva extra virgem
2 dentes de alho picados
1 colher (chá) de suco de limão
pimentas selecionadas à sua escolha
Retire as sementes e os talos das pimentas. Frite o alho no azeite até ficar levemente dourado. Coloque as pimentas em um vidro de conserva, deixando um espaço livre de
Conserva Básica de Pimenta
Pimentas selecionadas de sua escolha
2 copos de vinagre branco
1 colher (sopa) de açúcar
1 colher (chá) de sal
Faça uma calda com o vinagre, o sal e o açúcar, levando essa mistura para ferver por dois minutos. Faça o branqueamento das pimentas cozinhando-as no vapor, sem que fiquem muito moles. Coloque-as num vidro esterilizado e jogue a calda quente por cima. Deixe esfriar, tampe e conserve na geladeira.
Por que comer pimenta?
Como é possível um alimento tão pequeno proporcionar tantos benefícios à saúde? Esse é o caso da pimenta.
Por trás de sua cor avermelhada (ou preta, depende do tipo) se esconde uma substância amiga do organismo, capaz de atuar em diversas áreas do corpo. Com vocês, a capsaicina. Mas as boas notícias não acabam por aí. Nutriente como a vitamina C, poderoso antioxidante, também está presente na especiaria. A seguir, veja oito poderes da pimenta:
1. Emagrece
Diminuição do apetite e queima de calorias: pimenta no prato significa ajuda extra contra os quilos a mais!
2. Previne o envelhecimento precoce
O tempero oferece cerca de quatro vezes mais vitamina C do que a laranja, nutriente que atua contra os efeitos da idade
3. Afrodisíaca!
Sabe o termo “apimentar a relação”? Pois é, um pouco de pimenta dá aquele empurrãozinho para estimular o apetite sexual
4. Solte a risada
Rir não faz mal a ninguém, certo? Fique sabendo que o consumo do tempero também está associado à melhora do humor
5. Abaixo o colesterol!
Quem consome pimenta preza por níveis reduzidos desse vilão, que adora arranjar encrenca com o coração
6. Intestino sem crise
A pimenta possui agentes químicos que ajudam a eliminar bactérias inimigas do bom funcionamento do intestino
7. Câncer no alvo
Estudos demonstram que um pouco de pimenta no cardápio ajuda a prevenir e auxiliar no combate de tumores
8. Xô, dor de cabeça!
Para quem vive reclamando desse tormento, comer pimenta pode ajudar a refrescar a cuca
Por trás de sua cor avermelhada (ou preta, depende do tipo) se esconde uma substância amiga do organismo, capaz de atuar em diversas áreas do corpo. Com vocês, a capsaicina. Mas as boas notícias não acabam por aí. Nutriente como a vitamina C, poderoso antioxidante, também está presente na especiaria. A seguir, veja oito poderes da pimenta:
1. Emagrece
Diminuição do apetite e queima de calorias: pimenta no prato significa ajuda extra contra os quilos a mais!
2. Previne o envelhecimento precoce
O tempero oferece cerca de quatro vezes mais vitamina C do que a laranja, nutriente que atua contra os efeitos da idade
3. Afrodisíaca!
Sabe o termo “apimentar a relação”? Pois é, um pouco de pimenta dá aquele empurrãozinho para estimular o apetite sexual
4. Solte a risada
Rir não faz mal a ninguém, certo? Fique sabendo que o consumo do tempero também está associado à melhora do humor
5. Abaixo o colesterol!
Quem consome pimenta preza por níveis reduzidos desse vilão, que adora arranjar encrenca com o coração
6. Intestino sem crise
A pimenta possui agentes químicos que ajudam a eliminar bactérias inimigas do bom funcionamento do intestino
7. Câncer no alvo
Estudos demonstram que um pouco de pimenta no cardápio ajuda a prevenir e auxiliar no combate de tumores
8. Xô, dor de cabeça!
Para quem vive reclamando desse tormento, comer pimenta pode ajudar a refrescar a cuca
O calor das pimentas
Todos já tiveram a sensação de comer aquela comida que "não está tão apimentada" e foi punido com uma sensação horrivelmente boa de ardência. Esta sensação é causada pela interação de uma molécula presente em volta das semnetes das pimentas, a capsaicina, com os nossos receptores sensoriais. Os sensores ativados pela capsaicina, no caso, são os responsáveis por codificar sensações de queimaduras e abrasão, explicando a nossa reação em resposta à ingestão de pimentas. Além disso, uma pesquisa publicada recentemente no Journal of Biological Chemistry, sugere que, além do efeito sensorial, a capsaicina induz a geração de calor por músculos. Ela faz com que proteínas quebrem moléculas de energéticas, os ATPs, sem gerar trabalho, somente calor. Este efeito deve contribuir com as sensações causadas pela pimenta.
O engraçado é que as aves não são afetadas pela capsaicina, apenas mamíferos. Isso pode ser uma estratégia para evitar que as sementes das pimentas sejam ingeridas por mamíferos. Por que seria favorável às pimentas serem ingeridas apenas por aves? Simples: o sistema digestório dos mamíferos destrói as sementes das pimentas, enquanto o sistema digestório das aves as mantêm intactas!
Uma última curiosidade: a capsaicina não dilui bem na água, por isso tomar leite, que possui um teor mais alto de gorduras, deve ajudar a combater a ardência de certas comidas. Se você for vítima de spray de pimenta, que usa altas quantidades de capsaicina, tente remover a molécula com óleos ou sabões (mas cuidados com o que for botar nos olhos!).
Por fim, uma pergunta para discussão: por que pessoas que moram em regiões quentes (México, Índia, e baianos) gostam de comida apimentada? Será apenas coincidência?
Fontes: Science Daily, Wikipedia e Molecule of the Day.




